
E se dizem que temos pobreza e atribuem à natureza, contra isso, eu digo não.
Na verdade temos fartura do petróleo ao algodão. Isso prova que temos riqueza embaixo e em cima do chão.
Procure por aí a fora “Cabra” que acorda antes da aurora e da enxada lança mão.
Procure mulher com dez filhos que quando a palma não alimenta bebem leite de jumenta e nenhum dá pra ladrão.
Procure por aí a fora quem melhor que a gente canta, quem melhor que a gente dança, xote, xaxado e baião.
Procure no mundo uma cidade com a beleza e a claridade do luar do meu sertão.
.....O vastíssimo folclore regional também é uma outra forma de expressão popular que retrata nossa alma e nossa cultura. Ele dispõe de vários ritmos, danças e uma mistura de cores impressionante, sendo um dos mais ricos e variados do Brasil. Essas danças e folguedos as vezes estão ligados às comemorações religiosas. Cada festa popular tem seu calendário e características próprias. E cada cidade encontra um modo alegre e festivo de comemorá-las.
O Boi de reis, a nau catarineta, a lapinha, as festas juninas, as cantoria de violeiros, o coco-de-roda, a ciranda, a banda de pifes, a vaquejada, as quadrilhas, o pastoril, o serra-velho, o maracatu, o cavalo marinho, a literatura de cordel, o frevo e o joão redondo ou babau são exemplos dessas manifestações. Os gestos e xingamentos, apelidos, inscrições em caminhão, jogos infantis, brincadeiras, cantos, decoração, indumentária, usos e costumes, medicina popular (meisinha), etc. , são outros elementos folclóricos que correspondem ao dia-a-dia da população.

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